Água

A água é uma substância única, sem a qual seria impossível viver no nosso planeta. Ela pode ser utilizada no nosso cotidiano (para higiene pessoal, para cozinhar, na limpeza da casa entre outras coisas), na agricultura (para irrigar as plantas), na hidrelétrica (como fonte de energia, para iluminação de casas e operação das fábricas), e também como via de transporte e recreação. No entanto, ela não é distribuída igualmente, o que é a causa de alguns problemas, como a falta dela em alguns locais e o desperdício dela em outros.

A superfície da Terra (o “planeta água”) é constituída de três quartos de água, cerca de 70%. A maior parte (cerca de 97,5%) está concentrada nos oceanos e mares, e o restante (2,5%) está concentrado em icebergs e geleiras, sendo que só 0,007% desta quantidade vai para os rios, lagos e reservatórios da superfície do planeta. A água é também o maior constituinte dos seres vivos (Nosso corpo é constituído por 70% de água!). Está presente nos menores movimentos do nosso corpo, em células, nos vasos sanguíneos e nos tecidos de sustentação.

Na natureza podemos encontrar diversos tipos de água. Algumas são ideais para o consumo, enquanto outras são prejudiciais á saúde.

1. Água potável: é o tipo ideal para o consumo, é fresca e sem impurezas;

2. Água poluída: é a água suja ou contaminada, contendo impurezas, micróbios, vírus, etc;

3. Água doce: é a água dos rios, lagos e das fontes;

4. Água salgada: é a que contém muitos sais dissolvidos, como, por exemplo, a água do mar;

5. Água destilada: é constituída unicamente de hidrogênio e oxigênio, não há impurezas e nenhum tipo de sal dissolvido;

6. Águas minerais: são denominadas assim porque contêm uma grande quantidade de sais minerais dissolvidos, assim ela possui cheiro e sabor diferente da água que consumimos. Há diversos tipos de águas minerais:

-> Salobra – é levemente salgada e não forma espuma com o sabão;

-> Termal – além de apresentar sais minerais dissolvidos, ela possui uma temperatura mais elevada que a do ambiente em que se encontra, é utilizada para curar certas doenças de pele;

-> Acídula – contém gás carbônico, é também denominada de água gasosa, possui um sabor ácido e é usada para facilitar a digestão;

-> Magnesiana – nesse tipo de água predominam os sais de magnésios, é utilizada para ajudar o funcionamento do estômago e do intestino;

-> Alcalina – possui bicarbonato de sódio e combate a acidez do estômago;

-> Sulfurosa –  contém substâncias à base de enxofre e é usada no tratamento da pele e das vias respiratórias;

-> Ferruginosa – possui ferro e ajuda no combate à anemia.

 

A água pode ser saudável ou nociva

É importante salientar que na natureza não encontramos água pura, porque, por onde ela passa, vai dissolvendo e transportando substâncias que a ela se incorporam durante seu caminho. A água pura somente vai ser encontrada quando produzida artificialmente em laboratório, e a sua finalidade é, quase sempre, a fabricação de remédios, ou algum outro processo industrial mais sofisticado. Portanto, a água que encontramos nos rios ou em poços profundos contém várias substâncias dissolvidas, como o zinco, magnésio, cálcio e elementos radioativos, e dependendo do grau de concentração desses elementos, a água pode ser ou não nociva.

Para que seja saudável, ela não pode conter substâncias tóxicas, vírus, bactérias e parasitos. Quando não tratada ou não tratada corretamente, a água é um importante veículo de transmissão de doenças, principalmente as do aparelho intestinal, como a cólera, a amebíase, a disenteria bacilar, e a esquistossomose. Ou outras doenças como a febre tifóide, as cáries dentárias e a hepatite infecciosa.

 

A água no tempo histórico

Os povos primitivos utilizavam métodos simples para recolher as águas das chuvas, dos rios e dos lagos. As populações eram constituídas de poucas pessoas, e seus hábitos eram extremamente simples e consumia-se apenas o essencial para a sobrevivência.

Mas com o decorrer do tempo, as necessidades humanas e o crescimento da população passaram a exigir quantidades cada vez maiores de água e maior facilidade de acesso ás fontes existentes. Ao mesmo tempo, eram procuradas novas fontes de suprimento, inclusive no subsolo. Na América, por exemplo, os incas e mesmo as civilizações mais antigas já construíam numerosos sistemas de canalização de águas para irrigação, principalmente nas terras áridas da costa do Peru. Já os egípcios dominavam técnicas sofisticadas de irrigação do solo na agricultura e métodos de armazenamento de líquido, pois dependiam das enchentes do Rio Nilo.

A situação se agravou com o início do desenvolvimento industrial, em meados do século XVIII, quando as fábricas de tecidos levaram os artesãos em massa para os grandes centros urbanos. As áreas industriais cresciam rapidamente e os serviços de saneamento básico, como suprimento de água e limpeza de ruas, não acompanhavam essa expansão. Em consequência, o período foi marcado pela volta de graves epidemias, sobretudo da cólera e da febre tifóide, transmitidos através da água contaminada.

Atualmente, o desenvolvimento da ciência e da tecnologia permitiu que fontes contaminadas se tornassem potáveis após tratamento. Já existem métodos diversificados para que o esgoto e o lixo não afetem a saúde e o meio ambiente. Porém, em toda a história da humanidade, a deterioração dos recursos naturais nunca atingiu tamanha proporção como nos dias atuais. Os efeitos da poluição e destruição da natureza estão sendo desastrosos, pois se um rio é contaminado, a população inteira sofre com as consequências. A poluição está prejudicando os rios, mares e lagos, e em poucos anos, o rio que é poluído pode estar completamente morto.

Para se efetuar a despoluição é preciso muito dinheiro, tempo, e ainda por cima uma grande quantidade de água. Os mananciais também estão em constante ameaça, pois acabam recebendo as sujeiras vindas cidades através das enxurradas. A impermeabilização do solo causada pelo asfalto e pelo cimento dificulta a infiltração da água da chuva e impede a recarga dos lençóis freáticos. E as ocupações clandestinas de áreas de mananciais acabam também poluindo as águas, pois seus moradores depositam lixo e esgoto no local. O homem é o maior causador de poluição e destruição da natureza, pois jogam lixos diretamente nos rios, sem nenhum tratamento, matando milhares de peixes. Além disso, devastam as árvores dos mananciais e de matas ciliares.

Hoje cerca de 250 milhões de pessoas, distribuídos em 26 países, já enfrentam escassez de água. Em 30 anos, o número aumentará para 3 bilhões em 52 países. Nesse período, a quantidade de água disponível por pessoa nos países do Oriente Médio e do norte da África estará reduzida em 80%. A projeção que se faz, é que nesse período 8 bilhões de pessoas habitarão a Terra, e a sua maioria estará concentrada nas grandes cidades. Assim será necessário aumentar a produção de comidas e energia, aumentando o consumo doméstico e industrial da água. Devido essa escassez de água, Israel utiliza de uma tecnologia de dessalinização. É a região que tem a menor taxa de água por pessoa no planeta, e é um exemplo do que pode acontecer no resto do mundo.

 

E por falar em poluição…

Infelizmente, não existe apenas uma forma de poluição das águas. Vejamos as principais:

• Poluição nos Sistemas Urbanos: A poluição das águas nas grandes cidades assume proporções catastróficas, pois nelas se concentram, atualmente, o maior número de pessoas e a maioria das indústrias. Nas cidades, há um grande consumo de água, e, consequentemente, uma infinidade de fontes poluidoras, tanto na forma de esgoto doméstico com de efluentes industriais. O consumo doméstico de água é muito grande: cerca de 39% alimentam os chuveiros, 22% vão para lavar roupas e louças, 20% escoam pelos vasos sanitários, e 19% para comidas e bebidas.

As fábricas lançam no ar atmosférico gases tóxicos, pois não instalam filtros em suas chaminés. Na cidade de São Paulo, só 17% das indústrias tratam seus esgotos; 83% jogam nos rios toda a sujeira que produzem. Quem mais polui é também quem mais consome, e cerca de 23% da água tratada é consumida pelas indústrias.

A solução para esses problemas da poluição nas grandes cidades é o tratamento dessas águas poluídas.

• A problemática dos esgotos: Temos a Eutrofização das águas e as Marés Vermelhas.

A eutrofização das águas é causada pelos lançamentos de dejetos humanos nos rios, lagos e mares, levando assim a um aumento da quantidade de nutrientes disponíveis nesses ambientes. Trata-se da forma mais comum de poluição das águas. Ela permite grande proliferação de bactérias aeróbicas que consomem rapidamente todo o oxigênio existente na água, e, consequentemente, a maioria das formas de vida acaba morrendo, inclusive as próprias bactérias. Dessa forma, os rios, mares e largos tornam-se esgotos a céu aberto, contribuindo para o aparecimento de mais doenças, causadas por vírus, vermes e bactérias.

As Marés vermelhas são causadas também pela eutrofização das águas (neste caso, dos mares), que algumas vezes propagam certos dinoflagelados (protistas fotossintetizantes), que provocam a morte de peixes e de outros seres marinhos, pois competem com eles pelo gás oxigênio, além de liberarem substâncias tóxicas na água (que deixam a água na cor vermelha, daí o nome Maré Vermelha).

Para solucionarmos esses problemas dos esgotos, devem ser feitos tratamentos de modo que os microrganismos sejam mortos e as impurezas eliminadas.

• Poluição por fosfatos de nitratos: Na agricultura os adubos e fertilizantes usados contém grande concentração de nitrogênio e fósforo. Esses poluentes orgânicos constituem nutrientes para as plantas aquáticas, especialmente as algas, que transformam a água em algo semelhante a um caldo verde (floração das águas).

Em alguns casos, a superfície é recoberta por um tapete formado pelo entrelaçamento de algas filamentosas, e assim ocorre a desoxigenação da água, além de dificultar a penetração da luz, impossibilitando a fotossíntese nas zonas inferiores, e reduzindo consequentemente a produção de oxigênio, causando a morte de vegetais. A decomposição desses vegetais aumenta o consumo de oxigênio, agravando assim a desoxigenação das águas.

• Poluição térmica: Trata-se do aquecimento das águas naturais pela introdução de águas quentes, utilizadas na refrigeração de refinarias, siderúrgicas e indústrias diversas. Quando a temperatura se eleva, a solubilidade de oxigênio na água é afetada, fazendo com que ocorra o dispersamento desse gás para a atmosfera, acarretando uma diminuição de sua disponibilidade na água, e prejudicando diversas formas aeróbicas aquáticas.

• Poluição por Mercúrio: O mercúrio é um metal muito pesado e extremamente tóxico. No garimpo é usado para a separação do ouro do minério bruto. Grande quantidade desse metal é lançada nas águas dos rios que servem para a lavagem do minério, envenenando e matando diversas formas de vida. Peixes envenenados pelo metal, se consumidos pelo homem, podem causar sérios danos ao Sistema Nervoso.

• Poluição por detergentes: Os detergentes aparecem nas águas naturais como o resultado das diversas lavagens domésticas e industriais. Muitas vezes provocam a formação de espumas brancas, que são conhecidas como “cisnes-de- detergentes”, e reduzem a penetração de oxigênio na água afetando as formas aeróbicas aquáticas. As penas das aves em contato com esses detergentes podem remover-lhes a secreção oleosa que serve para impermeabilizar as penas, impedindo-as que se molhe. Sem o óleo isolante, as penas das aves molham-se em contato com a água, fazendo com que as mesmas afundem e morram afogadas.

Os detergentes podem enriquecer as águas naturais com substâncias fosfatadas, favorecendo assim o processo de eutrofização. Os biodegradáveis também podem causar problemas ao ambiente, pois contribuem para o aumento da população microbiana, reduzindo o oxigênio na água e afetando as formas aeróbias aquáticas.

• Poluição dos rios: As fontes de poluição das águas dos rios resultam entre outros fatores, dos esgotos domésticos, dos despejos industriais, do escoamento da chuva das áreas urbanas e das águas de retorno de irrigação. Com o aumento da população e do desenvolvimento industrial, além do uso, cada vez maior, de fertilizantes químicos e inseticidas nas lavouras, tem se agravado os danos aos rios e a vida.

Os principais rios brasileiros poluídos são: O Rio Tietê que atravessa várias cidades do Estado de São Paulo, e na cidade de São Paulo ele é um esgoto a céu aberto; O Rio Pardo e Mogi, que recebem poluentes industriais das usinas; O Rio São Francisco, poluído, por receber metais pesados vindo de fábricas próximas e recebem agrotóxicos.

• Poluição através do petróleo: Um dos problemas mais sérios de poluição marinha é aquele causado por derramamento de petróleo (que ocorrem devido aos acidentes com navios petroleiros ou com a lavagem de seus motores e reservatórios diretamente na água). Esse líquido, além de poluir as águas e a areia, impossibilita a utilização das praias, possuindo efeitos terríveis sobre o meio ambiente marinho.

O petróleo é menos denso do que a água, por isso flutua sobre ela. Essa camada impede a penetração de oxigênio do ar e da luz do sol. Sem oxigênio os peixes não podem viver e sem a luz as plantas não podem fazer a fotossíntese, diminuindo a oxigenação na água. Nos peixes, o petróleo adere às guelras (brânquias), impedindo-os de respirar. Ele também cola nas penas das aves aquáticas, impedindo que as mesmas voem. Os mangues também são afetados pelo petróleo, pois ele contribui com a morte de várias espécies, destruindo a sua diversidade.

No mundo os desastres ecológicos pelo derramamento de petróleo acontecem frequentemente. Um dos mais graves ocorreu no Alasca, em março de 1988, com o petroleiro americano Exxon Valdez. Ele se chocou contra os recifes, derramando 40 milhões de litros de óleo no oceano. Vários animais morreram e os que sobreviveram ficaram intoxicados propagando os efeitos do acidente. Cientistas calculam que pelo menos duas décadas serão necessárias para a recuperação do Alasca, e muito dificilmente será restabelecida as condições ambientais anteriores. Em 1983, no Oriente Médio, durante a guerra do Irã com o Iraque, bombardeios a campos petrolíferos da plataforma continental provocaram o derrame no Golfo Pérsico de milhares de barris de óleo por dia. Em consequência, alguns países da região foram privados de seu abastecimento de água potável, obtida por dessalinização da água do mar.

No Brasil ocorreram vários desastres com petroleiros. Em janeiro de 2000, 1,29 milhões de litros de óleo vazaram de um dos navios cargueiros na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Seis meses depois, um novo acidente provocou o vazamento de 380 litros na mesma região. Em julho de 2000, 4 milhões de óleo vazaram da Refinaria Getúlio Vargas, em Araucária, no Paraná, para o rio Iguaçu. No Ceará, houve um derramamento de aproximadamente 100 litros em duas plataformas de Paracuru. Em novembro de 2000, 86 mil litros de óleo foram derramados pelo canal de São Sebastião. Em 2001, cerca de 1,5 milhões de litros de petróleo e diesel foram derramados após uma explosão na plataforma na Bacia de Campos no rio de Janeiro.

A foto abaixo mostra a poluição das águas pelo petróleo. Perceba que por ele ser mais denso que a água (como foi dito anteriormente), é visível a mancha que ele deixa:

Para solucionar esse problema da poluição das águas, algumas medidas são necessárias. Vejamos algumas delas:

- A existência de Leis mais rigorosas que obriguem as indústrias a tratarem seus resíduos antes de lançá-los nos rios e oceanos;

- Penalizações para as indústrias que não estiverem de acordo com as leis. No caso de reincidência, o seu fechamento é inevitável;

- Investimentos nas áreas de fiscalização dessas indústrias;

- Ampliação da rede de esgotos;

- Saneamento básico para todos;

- Investimentos nas construções de navios mais seguros para o transporte de combustíveis;

- Melhoramentos no sistema de coleta de lixos;

- Implantação de novas estações de tratamentos de esgotos;

- Campanhas publicitárias, buscando a explicação de técnicas de saneamento para a população carente;

- Campanhas de conscientização da população para os riscos de poluição;

- Criação de produtos químicos mais seguros para a agricultura;

- Cooperação com as entidades de proteção ambiental.

 

O tratamento

            Tratamento de Água é um conjunto de procedimentos físicos e químicos que são aplicados na água para que esta fique em condições adequadas para o consumo, ou seja, para que a água se torne potável. O processo de tratamento de água a livra de qualquer tipo de contaminação, evitando a transmissão de doenças.  No processo de tratamento são removidas as bactérias, os elementos nocivos, os compostos orgânicos, os protozoários, a cor, o sabor e também o odor.

Na região metropolitana de São Paulo existem sete grandes estações de tratamento de água. São elas: Cantareira, Guarapiranga, Alto e Baixo Cotia, Alto do Tietê, Rio Claro e Rio Grande. A maior delas é a da Cantareira, responsável por 33 mil litros de água por segundo. A água que é produzida nestas estações chega aos consumidores através de 1200 quilômetros de tubulações ou adutoras, reservatórios e 23 mil quilômetros de redes de distribuição.

A Estação de Tratamento de Água (ETA) é instalada quando a água bruta utilizada pela população está imprópria para o consumo. Geralmente são instaladas próximas de um manancial, que pode ser um rio ou represa, muitas vezes necessitando de uma Estação Elevatória para bombear a água até a entrada da Estação de Tratamento de Abastecimento.

A Estação de Tratamento é composta das seguintes fases:
1) Coagulação e Floculação: Tem o objetivo de transformar as impurezas que se concentram em suspensão (partículas finas, bactérias, etc), materiais colidais (cor, ferro, manganês oxidado, etc), e alguns materiais dissolvidos em partículas gelatinosas (flocos). No processo de coagulação, é utilizado o coagulante químico sulfato de alumínio, que, após determinação em laboratório da dosagem ótima, é adicionada à água bruta em zona de grande turbulência. Após essa mistura, a água escoa para o floculador (zona de mistura lenta) para uma boa constituição e agregação das impurezas. A água floculada passa, através de canais, para a fase seguinte que é a decantação.


2) Decantação
: A água floculada escoa por gravidade para o decantador, onde ocorre a separação das fases líquidas (água), e sólida (flocos), em virtude da velocidade da água ser bem moderada nesta etapa. A qualidade da água decantada é excelente em relação à água bruta, mas não é suficiente para distribuí-la à população. Assim é necessário que haja à eliminação das partículas finas ainda existente na terceira etapa do tratamento, que é a filtração.


3) Filtração
: A água passa nos filtros através de leitos de areia, com granulométrica variando entre 0,50 a 0,65 mm, sustentada por camadas de seixos (cascalhos, pedras de diversos tamanhos), sob as quais existe um sistema de drenos. A água, após a filtração, encontra-se tratada no ponto de vista físico químico, mas ainda se faz necessário realizar a desinfecção.


4) Fluoretação:
É a adição do ácido fluossilícico, que tem como objetivo prevenir o aparecimento da cárie dentária.


5) Desenfecção por Cloração:
É realizada através da dosagem de cloro gasoso. Para que esse processo ocorra adequadamente, é preciso que a água apresente um pH ácido, o que provavelmente é atingido com a adição de sulfato de alumínio, na etapa de coagulação, e adição de ácido fluossilícico após a filtração.


6) Alcalinização
: Esse processo tem por finalidade, corrigir o pH da água que será distribuída para a população, através da adição de cal (hidróxido de cálcio), evitando assim que a água fique ácida e cause sérios danos não só a população, mas também nas tubulações que a água percorre até chegar as residências.

Após ter atingido, finalmente as condições ideais de consumo, essa água é bombeada para um reservatório superior, de onde será distribuída à população.

 

Brasil, o país das águas…

O Brasil possui 13,7% de água doce do planeta, sendo que 7% encontra-se na região da bacia hidrográfica do rio Paraná, incluindo o rio Tietê, que está situado no Estado de São Paulo e possui 1,6 % de água doce em sua extensão. 70% encontra-se na Bacia Amazônica, sendo que o volume de água do rio Amazonas é o maior do globo, e ele é considerado um rio essencial para o planeta. O restante do volume está situado nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. Porém devido ao aumento da população nas grandes cidades, o Brasil vem sofrendo com problemas de escassez, e isso já atinge os principais rios e represas destas cidades. Vejamos:

Em Porto Alegre, o rio Guaíba está comprometido pelo lançamento de resíduos domésticos e industriais, além de sofrer as consequências do uso inadequado de agrotóxicos e fertilizantes. A cidade de Brasília, além de enfrentar a escassez de água, tem problemas com a poluição do lago Paranoá. A ocupação urbana de áreas de mananciais do Alto Iguaçu compromete a qualidade das águas para abastecimento de Curitiba. O rio Paraíba do Sul, além de abastecer a região metropolitana do Rio de Janeiro, é manancial de outras importantes cidades de São Paulo e Minas Gerais, onde são graves os problemas devido ao garimpo, à erosão, aos desmatamentos e aos esgotos. A cidade de Belo Horizonte já perdeu um manancial para abastecimento, a lagoa da Pampulha, que precisou ser substituído pelos rios Serra Azul e Manso, que são mais distantes do centro de consumo. Também no rio Doce, que atravessa os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, a extração de ouro, o desmatamento e o mau uso do solo agrícola provocam prejuízos enormes à qualidade de suas águas. O Estado de São Paulo sofre escassez de água e com problemas decorrentes de poluição em diversas regiões: no Alto Tietê junto à região metropolitana; no rio Turvo; no rio Sorocaba, entre outros.

 

FONTES:

Portal São Francisco

Cola da Web 1 e 2

Sua pesquisa.com

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